Imersão em Design na Agroindústria

De Loop-Ufes
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O projeto Imersão em Design na Agroindústria é parte do Programa de Extensão do Curso de Design e tem como objetivo colocar a competência acadêmica a serviço da comunidade por meio do auxílio à solução de problemas de interesse público, motivando os alunos do curso ao mesmo tempo em que os aproxima da prática profissional.

A experiência-piloto

A ideia do projeto Imersão surgiu no contexto do curso Pronatec Agricultor Familiar, oferecido pelo Instituto Federal do Espírito Santo (IFES) - campus Barra de São Francisco de junho a novembro de 2014 e coordenado pela Profa. Dra. Fernanda Silva. Os alunos do Pronatec receberam formação em áreas como segurança e qualidade alimentar, processamento de alimentos de origem vegetal e animal, bem-estar social e ambiental, além de geração de renda na agricultura familiar. As aulas teóricas do curso foram realizadas na Escola Família Agrícola Municipal de Educação Profissional Técnico de Nível Médio Jacyra de Paula Miniguite e as aulas práticas em propriedades do município e no IFES Campus Itapina.

Visando divulgar os resultados do curso e a produção dos alunos, foi planejada uma mostra na feira livre do município de Barra de São Francisco realizada aos sábados. A participação dos alunos de Design da UFES foi então proposta de forma que eles pudessem desenvolver, em parceria com os alunos do Pronatec, o design visual dos produtos (identidades e embalagens) e dos estandes da feira (comunicação, sinalização e material informativo).

Além do IFES Barra de São Francisco e UFES, também participam do projeto a Prefeitura Municipal, representada pela Secretaria de Agricultura, e o Instituto Sindimicro.

Objetivos

O objetivo da atividade de extensão Imersão em Design na Agroindústria é colocar a competência acadêmica a serviço da comunidade por meio do auxílio à solução de problemas na agroindústria de Barra de São Francisco, motivando os alunos do curso ao mesmo tempo em que os aproxima da prática profissional. Como objetivos específicos a atividade pretende:

  • Investigar elementos da cultura visual da agroindústria do Município de Barra de São Francisco, visando projetar uma linguagem gráfica que ajude os produtores da região a construírem a identidade dos seus próprios produtos;
  • Pesquisar, em parceria com os produtores participantes do projeto, materiais, meios e técnicas de produção gráfica ambientalmente sustentáveis e financeiramente acessíveis, permitindo a elaboração de processos eficientes e eficazes para identificação, embalagem, transporte, exposição e venda dos produtos, que possam ser administrados pelos próprios produtores;
  • Construir valor de marca para produção regional por meio da sistematização da identidade visual, do desenvolvimento de uma linha de embalagens que respeite as exigências de segurança alimentar em vigor, e de estratégias nos pontos de venda que contribuam para a identificação da produção agroindustrial de Barra de São Francisco;
  • Fomentar a autonomia dos produtores locais por meio de práticas inovadoras de Design, fortalecendo suas competências e habilidades de resolução de problemas no âmbito da agroindústria e do seu cotidiano.

Metodologia

A atividade será desenvolvida em quatro fases ao longo dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2014, conforme detalhamento a seguir:

  1. Diagnóstico: pesquisa comparada das práticas vigentes de grupos de produtores rurais dos municípios de Venda Nova do Imigrante, cujo circuito do agroturismo e estrutura da agroindústria já se encontram consolidados, e Barra de São Francisco, onde se pretende desenvolver tais iniciativas. O levantamento avaliará as estratégias de identificação, embalagem e exposição dos produtos da agroindústria nos dois municípios, buscando selecionar modelos de inovação sustentável para cada grupo de produtores participante do projeto.
  2. Definição do modelo de inovação: seleção das abordagens para a pesquisa e desenvolvimento colaborativos de soluções de Design em Barra de São Francisco a partir dos três cenários possíveis descritos por Govindarajan e Trimble (2014) – Modelo S, para inovações simples; Modelo R, para inovações repetíveis; ou Modelo C, para inovações customizadas. Cada grupo de produtores e cada tipo de processo e produção poderão demandar modelos distintos, que serão decididos em conjunto pela equipe de extensionistas e agricultores.
  3. Realização: operacionalização dos modelos de inovação selecionados (S, R ou C) na construção colaborativa das soluções de design conforme demandas identificadas na etapa de diagnóstico. O processo de construção seguirá as etapas definidas pelo Design Thinking Toolkit for Educators (IDEO, 2012): a) descoberta – compreensão do desafio, pesquisa preparatória e coleta de inspirações; b) interpretação – construir narrativas, procurar significados e definir oportunidades; c) ideação – gerar e refinar ideias; d) experimentação – prototipar e experimentar; e) evolução – aprender e seguir em frente.
  4. Avaliação: discussão coletiva e reflexão sobre os resultados da atividade tendo em vista a elaboração do projeto de extensão para 2015.

Equipe 2014/2

A diretoria da Phocus, empresa júnior do Curso de Design, integra a primeira equipe do projeto Imersão:

Fotos

Registro da Imersão

Fase 1: Venda Nova do Imigrante

  • Dia 21/10: Ifes Campus Venda Nova e circuito do agroturismo

Fase 2: Barra de São Francisco

Fase 3: Barra de São Francisco

  • Dia 12/12
  • Dia 13/12

Referências

GOVINDARAJAN, V.; TRIMBLE, C. O desafio da Inovação. Rio de Janeiro: Campus, 2014.

IDEO e Riverdale Country School. Design Thinking Toolkit for Educators versão 2012. Disponível em http://www.designthinkingforeducators.com/. Acesso em 06 de outubro de 2014.